quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Meu


Não consigo medir ou controlar.
Vontade que engasga no peito.
Momentos que conto pelos segundos
Tempo que voa e não vejo.

Olhar que pouco diz.
Sentimentos que cobrem a sombra do meu amor.
Palavras já não são nada.
Nada falam e “pouco dizem”.
Em seus momentos raros e tuas atitudes simples.

A chuva vem sem perguntar.
Fria e imprevisível como a morte.
Olhares que miram o cenário.
Sentidos vendáveis soam como holofotes.

Passo curto, medo de andar
Sorriso sem jeito, inseguro em imaginar.
Rostos estranhos sem saber o porque.
Fim do infinito. Eu e Você.
Ernando Rodrigues.

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