sábado, 13 de novembro de 2010

Inesperada.

A noite dorme cansada por causa do longo dia.
Fria e inconsolável como a bala que acerta a minha testa.
Teu uivo corta a escuridão do meu olhar.
Teu sussurro vem com uma frágil neblina de pensamentos.

Pensamentos que dominam a lua e o sol.
Risos de agonia que matam o silêncio do meu quarto.
O vento abraça os solitários que choram suas mágoas.
Corações que vêem a ilusão do amor.

Amor que caleja as lágrimas dos imaturos sentimentos.
Sentimentos que entraram sem achar a saída.
O gemido de dor maltrata os ouvidos dos próximos.
A ajuda que espera jamais chegará.

Cautelosa, se aproxima da próxima vítima.
Sem armas. Portando somente os erros do inimigo.
A segunda chance virá depois de escapar da primeira.
O golpe final é o ultimo suspiro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário