segunda-feira, 17 de dezembro de 2012


Ao parar para refletir.

Hoje parei para escrever, mas me faltou criatividade.
Dos tempos passados que não vem mais em meus pensamentos, se passaram e não refletem mais em meu passado.
Lembranças das quais guardei por ti, sozinho em meu quarto.
Onde o escuro é pleno e frio.
O Passado já vem e o presente se tem nas palmas das mãos.
Oportunidades desperdiçadas e atitudes perdidas nos momentos de pura inocência de nossas decisões.
Dia-a-dia vividos em frações de segundos, todos parados e eternizados no tempo.
Que por alguns momentos pensei em ser o mesmo.
Você veio sem dar declarações, e, eu aceitei as suas desculpas.
A cada gesto de carinho, uma alegria desejada. Sorrisos belos, palmas molhadas.
Brincadeiras nem sempre eram levadas a sério, todas em seu comportamento mental. Eu era um mero admirador de tua simpatia.
A beleza nem se contava. Os traços dos teus lábios e olhos negros em que mergulhei e não voltei.
A cada palavra um toque de beldade, eu sempre quis de verdade, o teu sorriso em forma de quadro, para guardar em minhas paredes do passado.
Por mais bela que seja, não deixa de ter defeitos, claro, todos temos.
Ate que ponto eu não enxergaria que sua perfeição era os meus defeitos, que muitos eu achava geniais e fundamentais para um amor encantador e duradouro.
Rasgo aqui todos os tipos de elogios e bato palmas em teu respeito e admiração.
Tal ser assim, não saberia lidar com tal situação, imaginar você em meus braços, é uma tortura.
Meu coração já não bate mais por ti, perdeu o sentido das pulsações.
Não tenho declarações e nem textos decorados, tudo que eu falar, vai sair embolado, mas com muito cuidado, para não me magoar em minhas próprias palavras.
Talvez a distancia de nossos pensamentos realmente sejam o ponto de não estarmos juntos agora, ou mesmo a dimensão de nossos corações já não se encontrem mais. No infinito, nada é certeza. Um amor, um caminho, um destino, duas almas, as nossas calmas e o incerto. Não saberemos o certo. Nesse mar de incertezas cobertas por vontades consequentes no desejo de amar.
Um amor impossível que um dia ficou vivo, por dias, horas, meses, minutos.
Às vezes me pergunto por quais motivos não deras certo, um momento eu desperto desse sonho de infinidades. Onde pairei por anos acordado, pensando em teu lado, oculto em teus desejos, dos muitos apreciei por vez não provei do seu beijo.
A tristeza virá aos poucos pela falta do afeto, que por muito tempo plantei e prosperei em seu jardim, hoje ela cresce como uma flor, que logo caíram suas pétalas e deixaram de existir em meu pomar. Relembre dos momentos bons e não se esqueça da minha mão estendida para mais uma vez te buscar para mais um sonho que quero que sonhe e não sinta vontade de acordar.

Ernando MS Rodrigues.  18/08/12

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