sexta-feira, 28 de dezembro de 2012


Perto demais do céu.

O céu parecia azul, cinzento como a lua.
Escuro como o fundo do mar, eu me senti perto demais da morte.
O calor do espaço fez meu espirito derreter em chamas.
Liberando todos os meus medos vazios.
As estrelas frias em neve cristalina, refrescam minhas mãos dormentes.
A luz dos meus olhos enxergam uma infinidade de cores, azuis, amarelas, brancas.
Mas meu raciocínio não consegue definir os seus tons, claros e escuros.
Sinto o aroma das flores que cultivei quando amava.
Mas não consigo imagina-las sem dor.
Talvez porque eu esteja longe demais desse jardim.
Ou mesmo, longe demais da vida.

Ernando MS Rodrigues  16/12/12

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