segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Naquele instante
Naquele instante nada mais era como antes.
Nossos sonhos perdidos, agora flutuavam pela floresta.
Em cada árvore, um pedido desconhecido. Em cada folha, uma resposta que resta.
Cada um de um lado da mesa, se afogando na própria tristeza.
Sentindo o cheiro da flor que encanta os dias de chuvas.
Sentido medo dos raios que assolam nossas pequenas loucuras.
Ouvir os pingos em forma de desculpa.
Vivendo razões da forma mais oculta.
Procuro um lugar para sair desse mundo que me assusta.
Refletindo no canto sozinho, esquecido. Em um outro caminho.
Andando na contramão, buscando um jeito de esquecer a solidão.
Sonhando acordado, sussurrando pedidos desesperados.
Agora me sinto um pouco mais amado.
Naquele instante não nos encontrávamos mais.
Nossos pensamentos eram dispersos da compreensão.
Talvez mudados pela forma indiscreta da nossa imaginação.
Que em cada pequeno gesto, era um grande motivo de razão.
Sanando nossos pedidos que foram movidos pela nossa motivação.
Cada um de seu jeito, moldado pela incapacidade de agir.
Sentido os mesmo medos, sem reação para sorrir.
Voltemos a vida como se isso não pudesse impedir.
Ouvindo o som desconhecido, tentando entender o impossível.
Chorando a saudade da vida, buscando voltar por cima do jeito mais cabível.
Sonhando com o brilho do sol que marcou o passado.
Naquele instante eu estava longe, distante. Impossível de ser encontrado.
Ernando MS Rodrigues 30/12/12
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário